De 02 de Outubro de 1868 a 14 de Novembro de 1868
Na obra de António Rodrigues Cavalheiro e Luiz Pastor de Macedo “O Palácio Almada” encontram-se algumas referências a “um modesto artista que percorreu as ruas de Lisboa a entregar circulares de porta em porta, convidando nelas os cidadãos que quisessem comparecer no primeiro andar da casa da rua Augusta, n.º 193, para tratarem de elaborar, colectivamente, um solene desmentido aos vizinhos Leões de quem imberbes publicistas divulgavam sonhos!”.
O modesto artista era o industrial da alfaiataria Feliciano de Andrade Moura e a circular por ele distribuída constituiu o passo inicial para a fundação da Comissão Central 1.º de Dezembro, cuja primeira reunião teve lugar no tal 1.º andar da rua Augusta.
Treze pessoas apenas, entre os quais Brito Aranha, ouviram o dono da casa (a quem espirituosamente alcunharam de João das Regras) expor os fins daquela reunião: “que o dia 1.º de Dezembro nunca se deveria ter deixado passar despercebido, contudo cumpria à geração presente demonstrar que não olvida tão memorável dia. Disse mais que no Porto e em Coimbra se trabalhava com grande entusiasmo aquele aniversário, e que Lisboa, não tendo tomado a iniciativa, cumpria-lhe não ser a última cidade que abraçasse aquele patriótico pensamento…”.

