Espaços Exteriores

Jardim do Palácio da Independência

O Jardim, sobrelevado, em relação ao corpo principal do Palácio da Independência,  a que se acede por escada de 2 lanços simétricos, composto por canteiros de buxo que rodeiam tanque polilobado é ladeado a Este e Oeste  por panos de muro altos e irregulares de edifícios.

A Norte, situa-se a  zona de fresco encostada a troço da Cerca Fernandina, composta por 2 corpos simétricos salientes com portas rectangulares.

À direita, existe uma  gruta abobadada, de arco pleno,  revestida de embrechados de conchas e pedras. Na época era usada como zona de fresco para os habitantes do palácio. À semelhança de outras edificações que existem em alguns pontos do país. (Como exemplo, a serra de Montejunto tem ainda os chamados “Neveiros” que abasteciam de blocos de gelo a corte, e mais tarde os cafés mais chiques de Lisboa.).

 

Também à direita, situa-se a Sala dos Conjurados onde ,em 1640, se reuniam alguns fidalgos para planear a conjura que levaria à Restauração da Independência  no dia 1.º de Dezembro desse mesmo  ano. Um dos fidalgos era o Conde D. Antão de Almada proprietário do palácio.

À esquerda situa-se uma sala com cisterna, sendo, provavelmente uma das entradas na cidade de Lisboa; podemos observar  na parede de fundo um arco quebrado cego das antigas portas da cidade. Daria acesso à Rua das Portas de Santo Antão.

Entre os 2 corpos e encostado à muralha/cerca do tempo do rei D. Fernando, situa-se um recanto com espaldar azulejado de painéis polícromos alusivos à Restauração, vazado por 2 portas gradeadas em arco pleno (a da direita comunicando com escada de acesso a terraço e à muralha); a envolver fonte manuelina de taça polilobada assente sobre lago circular,  cuja bica é um anjo barroco.

Três das faces da fonte são ocupadas por outras tantas composições inseridas em grandes cartelas (molduras) rococó datáveis de 1774, provavelmente pintadas por Francisco de Paula e Oliveira na Fábrica do Rato.

Descrição dos Painéis de Azulejos:

O painel azulejar, do séc XVII, à direita representa a reunião dos conjurados D. Antão de Almada, Dom Miguel de Almeida e Dr. João Pinto Ribeiro.

O painel central representa A conspiração de 1640 planeada pelos fidalgos D. Antão de Almada, Dom Miguel de Almeida e pelo Dr. João Pinto Ribeiro, não obstante de outros nomes associados que, nesse sábado de 1 de Dezembro de 1640 acorreram ao Terreiro do Paço e mataram o secretário de Estado Miguel de Vasconcelos e aprisionaram a duquesa de Mântua, que governava então Portugal em nome de seu primo, Filipe III.

O painel azulejar da esquerda  a Procissão que , no dia 1.º de Dezembro se organizou em Lisboa. Reza a lenda que o Cristo desprendeu da cruz o braço direito em sinal de concordância com os acontecimentos desse dia.

Neste espaço existia uma central eléctrica que abastecia toda a zona da chamada Baixa Lisboeta. O Jardim foi alvo de restauro nos anos 90 do século passado;

Jardim do Palácio da Independência Foto: MJNunes
Jardim do Palácio da Indpendência
O painel azulejar da esquerda a Procissão que , no dia 1.º de Dezembro se organizou em Lisboa. Reza a lenda que o Cristo desprendeu da cruz o braço direito em sinal de concordância com os acontecimentos desse dia.

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