Sociedade Histórica da Independência de Portugal
De 04 de Janeiro de 1874 a 05 de Janeiro de 1877
Nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1812 e faleceu a 26 de Fevereiro de 1876.
Tendo frequentado a Academia de Marinha e de Fortificações, Artilharia e Desenho, desde 1826 até 1832, assentou praça em 6 de Agosto de 1833 e logo no dia 25 desse mesmo mês foi mandado servir como engenheiro nas linhas de Lisboa. Seguiu em 1846 o partido da Junta do Porto e tomou parte na expedição ao Algarve, na qualidade de secretário do então Barão de Sá da Bandeira, pertencendo ao State-Maior da divisão que actuou em Setúbal na acção do Alto do Viso. Colocado na 3.ª secção, depois de acabada a Guerra Civil, serviu no Ministério do Reino na repartição de Obras Públicas, até voltar em Junho de 1851 à efectividade do serviço militar, que nunca mais deixou, subindo a diversos postos da hierarquia, até ser despachado general-de-brigada em 5 de Janeiro de 1876.
Entre várias e importantes comissões de serviço que desempenhou nos últimos anos da sua vida, conta-se a de vogal da Comissão de Defesa de Lisboa e do seu porto; a de membro da comissão encarregada de elaborar o projecto para a organização dos exercícios; a de comandante de engenharia no campo de Tancos, em 1866; a de inspector de Engenharia na 1.ª divisão; e a de director da secretaria na Direcção Geral da sua arma.
De 15 de Novembro de 1868 a 03 de Janeiro de 1874




Nasceu em Lisboa a 9 de Maio de 1828 e faleceu em 2 de Dezembro de 1894.
1.º Marquês de Pomares, moço-fidalgo com exercício no Paço, fidalgo-cavaleiro da Casa Real, par do reino vitalício, Doutor em Cânones, Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Grã-Cruz de Leopoldo da Bélgica, Comendador da Ordem de Cristo, senhor de vínculos em Pomares e outros.
Governador Civil de Lisboa, Presidente do município da mesma cidade, vogal extraordinário do Supremo Tribunal Administrativo. Exerceu as funções de Provedor do Asilo de Nossa Senhora da Conceição para raparigas abandonadas. Foi deputado em 1869 e a elevação ao pariato teve lugar por carta régia de 1880.
Não deixou descendência.
De 02 de Outubro de 1868 a 14 de Novembro de 1868




Na obra de António Rodrigues Cavalheiro e Luiz Pastor de Macedo “O Palácio Almada” encontram-se algumas referências a “um modesto artista que percorreu as ruas de Lisboa a entregar circulares de porta em porta, convidando nelas os cidadãos que quisessem comparecer no primeiro andar da casa da rua Augusta, n.º 193, para tratarem de elaborar, colectivamente, um solene desmentido aos vizinhos Leões de quem imberbes publicistas divulgavam sonhos!”.
O modesto artista era o industrial da alfaiataria Feliciano de Andrade Moura e a circular por ele distribuída constituiu o passo inicial para a fundação da Comissão Central 1.º de Dezembro, cuja primeira reunião teve lugar no tal 1.º andar da rua Augusta.
Treze pessoas apenas, entre os quais Brito Aranha, ouviram o dono da casa (a quem espirituosamente alcunharam de João das Regras) expor os fins daquela reunião: “que o dia 1.º de Dezembro nunca se deveria ter deixado passar despercebido, contudo cumpria à geração presente demonstrar que não olvida tão memorável dia. Disse mais que no Porto e em Coimbra se trabalhava com grande entusiasmo aquele aniversário, e que Lisboa, não tendo tomado a iniciativa, cumpria-lhe não ser a última cidade que abraçasse aquele patriótico pensamento…”.
De 01 de Agosto de 1861 a 01 de Outubro de 1868




Nasceu a 25 de Maio de 1818 e faleceu a 4 de Agosto de 1868, filho de João Esteves de Carvalho e de D. Ana Maria Vaz.
Foi um proprietário e negociante de grande prestígio em Lisboa.
O título de Barão de Santa Engrácia foi criado a seu favor por Decreto de 5 de Novembro de 1862. Sendo o 1.º Barão deste título, foi também Comendador da Ordem de Cristo, Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, Comendador de S. Lázaro de Itália e ainda condecorado com a medalha da Câmara Municipal de Lisboa, criada para recompensar serviços prestados durante a epidemia de febre amarela em 1857.
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa de 1860 a 1864.
Não deixou descendência.
De 30 de Julho de 1861 a 29 de Agosto de 1861




Na obra de António Rodrigues Cavalheiro e Luiz Pastor de Macedo “O Palácio Almada” encontram-se algumas referências a “um modesto artista que percorreu as ruas de Lisboa a entregar circulares de porta em porta, convidando nelas os cidadãos que quisessem comparecer no primeiro andar da casa da rua Augusta, n.º 193, para tratarem de elaborar, colectivamente, um solene desmentido aos vizinhos Leões de quem imberbes publicistas divulgavam sonhos!”.
O modesto artista era o industrial da alfaiataria Feliciano de Andrade Moura e a circular por ele distribuída constituiu o passo inicial para a fundação da Comissão Central 1.º de Dezembro, cuja primeira reunião teve lugar no tal 1.º andar da rua Augusta.
Treze pessoas apenas, entre os quais Brito Aranha, ouviram o dono da casa (a quem espirituosamente alcunharam de João das Regras) expor os fins daquela reunião: “que o dia 1.º de Dezembro nunca se deveria ter deixado passar despercebido, contudo cumpria à geração presente demonstrar que não olvida tão memorável dia. Disse mais que no Porto e em Coimbra se trabalhava com grande entusiasmo aquele aniversário, e que Lisboa, não tendo tomado a iniciativa, cumpria-lhe não ser a última cidade que abraçasse aquele patriótico pensamento…”.
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